quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Blog

Sozinho. No Escuro. Sem mais dramas. O dia tinha sido cansativo, cansativo demais. A cabeça estava pesada, e a música de sua vida não saia dela. E não só isso, a música se fazia presente em sua vida, mas do que nunca "... everyone knows, i'm in over my head, over my head... ". Pensou em tudo o que tinha feito, e em tudo o que queria ainda fazer. Saiu de casa, viu amigos. Bebeu, riu, dançou, curtiu. Fez coisas que sempre quis fazer, mas ainda lhe faltava algo. Ele chegou em casa. Agradeceu a Deus por todas as pessoas que tinha ao seu redor. Talvez não quisesse mais nada, mas a música ainda pairava em sua cabeça. "... everyone knows, i'm over my head, over my head... ". Procurou um caderno para escrever a letra para ver se a música o deixaria em paz.
Começou. " I never know, I never know that everything ... " a música foi saindo de sua cabeça e ocupando a folha. Olhou para a mão e viu que estava rabiscada. Pedaços da letra da música, que tinha marcado grande fase de sua vida. Terminou. E a música tinha despertado nele lembranças que jamais poderiam ser escritas, descridas, ditas e esquecidas. Precisava de que, para guardar tudo o que não cabia mais em sua mente ? Precisaria do que para 'sair do seu limite' ? Só queria um lugar para dizer o que queria, o que achava e o que sentia sem ser julgado por ninguém. Todos sabiam que ele não aguentava mais nada, que já estava lhe fazendo mal aquilo, mas mesmo assim diziam que era frescura. Queria explodir o mundo, assim como sua cabeça explodia. Queria gritar, pra que ninguém o ouvisse.
Procurou então um lugar seu. Quem nunca quis um só pra si. Um esconderijo, uma válvula de escape como me disseram uma vez. Procurou, foi a planetas, a países. Viajou, sonhou; mas nada era o que ele queria. Era difícil saber o que ele queria, nem ele sabia. Sabia que queria passar com a leve agonia que ele sentia. Ele queria gritar, gritar. Gritar que era feliz, gritar o que achava da vida, dos sonhos, das pessoas. Queria contar a alguém coisas que ninguém sabia, que ninguém podia saber. E andando ele encontrou. No que poderia deixar, descarregar tudo aquilo. Parecia vago demais, estranho demais. Alguns até achariam engraçado, mas era aquilo que ele queria. Algo que fosse seu, só seu e de mais ninguém. E que ninguém opinasse. Que fosse só seu, a ponto de mandar e desmandar nisso quando e não quisesse mais. Ele achou. Um buraco surdo. Onde enterrou, plantou e quem sabia um dia colheria tudo aquilo que ele queria.
"Tantas decepções eu já vivi. Aquela foi de longe a mais cruel. Um silêncio profundo e declarei: “Só não desonre o meu nome” Você que nem me ouve até o fim. Injustamente julga por prazer. Cuidado quando for falar de mim. E não desonre o meu nome. Será que eu já posso enlouquecer?Ou devo apenas sorrir? Não sei mais o que eu tenho que fazer pra você admitir. Que você me adora que me acha foda. Não espere eu ir embora pra perceber. Que você me adora. Que me acha foda. Não espere eu ir embora pra perceber. Perceba que não tem como saber. São só os seus palpites na sua mão. Sou mais do que o seu olho pode ver. Então não desonre o meu nome. Não importa se eu não sou o que você quer. Não é minha culpa a sua projeção. Aceito a apatia, se vier. Mas não desonre o meu nome. Será que eu já posso enlouquecer? Ou devo apenas sorrir?Não sei mais o que eu tenho que fazer pra você admitir. Que você me adora. Que me acha foda. Não espere eu ir embora pra perceber. Que você me adora. Que me acha foda. Não espere eu ir embora pra perceber."